Rampage – Destruição Total

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O primatologista Davis Okoye tem um vínculo muito forte com um gorila chamado George, desde que o salvou de caçadores quando ainda era um filhote. Quando um experimento científico conduzido no espaço falha e suas cápsulas com a fórmula de modificação genética caem nos Estados Unidos, três criaturas são contaminadas, incluindo o primata amigo de Okoye, e se transformam em monstros que destroem tudo pelo caminho. Com a ajuda de uma especialista em engenharia genética, Okoye parte para Chicago para salvar não apenas o mundo de uma catástrofe mas seu melhor amigo George.

Baseado em um jogo de arcade dos anos 1980, Rampage – Destruição Total é exatamente o que se espera de um filme de ação com monstros destruidores. Mais uma vez, a química entre Dwayne Johnson (meu eterno The Rock) e o diretor Brad Peyton, que trabalhou com o ator em Terremoto: A Falha de San Andreas (2015) e Viagem 2: A Ilha Misteriosa (2012), funciona e trabalha a favor do entretenimento e espetáculo visual.

Enquanto no jogo nós controlamos as criaturas para destruir os prédios e atacar as forças militares, no filme nós acompanhamos o lado dos humanos, mais especificamente o do primatologista Davis Okoye, um cara solitário e recluso, que apesar de ensinar os conceitos de família e proteção a George, seu amigo primata, não compartilha o sentimento de confiança para os membros da própria espécie. Quando seu amigo é contaminado pelo experimento genético, ele se vê obrigado a trabalhar em grupo e confiar em outros humanos. Embora o protagonista tenha recebido essa dose satisfatória de desenvolvimento num filme de pura ação e pirotecnia, os outros personagens não receberam o mesmo tratamento generoso, como vemos em filmes como Círculo de Fogo, que, pra mim, é um dos exemplos de filme de monstro mais bem desenvolvido e equilibrado entre espetáculo visual e profundidade de temas.

Ainda assim, Dwayne Johnson, que junto com a perfeição das criaturas praticamente leva o filme nas costas, não decepciona. E até fiquei surpresa com o resultado, levando em conta que o roteiro se baseou num jogo sem enredo, sem desenvolvimento nenhum. Definitivamente instigou minha curiosidade para ver mais adaptações criativas do tipo.

Por fim, Rampage é um filme divertido e dialoga muito bem com seu público-alvo. Se Dwayne Johnson está querendo cada vez mais ser associado a aventuras com muita diversão e humor, ele está fazendo isso muito bem, e nós agradecemos.

Em comemoração à franquia, o jogo original de 1986 foi liberado para jogar gratuitamente online pelo celular ou pelo computador. Divirta-se! http://game.rampagethemovie.com/arcade/