Jumanji: Bem-Vindo à Selva

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Eu vi o primeiro Jumanji nos cinemas na minha comemoração de aniversário de 10 anos em abril de 1995. O original com o Robin Williams, baseado no livro infantil e ilustrado de Chris Van Allsburg, me marcou tanto que só de ouvir a palavra Jumanji eu me sinto abraçada por um grande amigo. E foi com esse espírito que fui assistir ao novo filme Jumanji: Bem-Vindo à Selva, com Dwayne Johnson, Karen Gillian, Kevin Hart e Jack Black.

Na nova aventura e continuação direta do primeiro filme, para se adequar às exigências do jovem Alex em pleno 1995/96 (auge das fitas de Nintendo, nostalgia pura – bons tempos!), Jumanji deixa de ser um jogo de tabuleiro e se transforma num console e fita de videogame. Ao jogar, Alex é sugado para dentro do jogo. Vinte anos depois, quatro adolescentes em detenção descobrem o console perdido e, alheios aos perigos do jogo e filmes clássicos estrelados por Robin Williams, decidem brincar também. Transportados para dentro do universo do jogo, cada um deles assume o avatar escolhido e, agora, eles terão de completar a missão que lhes foi encarregada: recuperar uma joia roubada pelo grande vilão Van Pelt a fim de restaurar Jumanji e voltar para casa. Embora pareça uma tarefa simples, os perigos são verdadeiros e, como em todo jogo, quando a barra de vida chega ao fim, game over. Só que, para eles, um passo em falso e o fim chega na vida real também!

Ao optar pela comédia como pilar principal, sem uma dose significativa de drama e suspense dos filmes originais Jumanji e Zathura, num filme sustentado por clichês de videogame e gamificação generalizada – o que foi excelente! –, os criadores arriscaram basicamente tudo, e o que poderia ter sido um desastre, se eles tivessem errado na dose de humor, felizmente se tornou um sucesso em todas as categorias: personagens, tom, história, atores. Posso dizer feliz que todas as minhas expectativas foram atendidas e superadas. Com Dwayne Johnson no time de atores e roteiro de Chris McKenna e Erik Sommers, que assinaram também o sucesso de Lego Batman, eles não tinham como errar. É talento, carisma e química demais num filme só.

E para não dizer que eles ficam só no entretenimento, na comédia e na ação, o filme vem cheio de referências atuais e com mensagens bacanas para a galera adolescente sobre estereótipos, amizade, coragem, viver ao máximo, aproveitar o momento e não desperdiçar a única vida que você tem. A parte da gamificação ajuda bastante nisso quando traça o paralelo entre as vidas de um jogo e a vida real, e nos faz questionar o quanto nós deixamos de nos arriscar por não ter várias vidas para desperdiçar, como fazemos quando estamos jogando; nos mostra que o medo pode nos impedir de viver e de fazer o que queremos.

Jumanji: Bem-Vindo à Selva surpreende tanto quanto o original, é redondinho, bem feito e você não vai conseguir parar de rir do início ao fim. Não fica devendo em nada e é diversão garantida! Torço para que alguém, como eu lá em 1995, esteja fazendo aniversário por agora e vá ao cinema assistir a esse filme para comemorar com os amigos e se sinta tão invencível como eu me senti ao terminar de ver ambos os filmes.