Deadpool 2

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Para a nossa alegria, o anti-herói vivido por Ryan Reynolds está de volta e, dessa vez, mais violento, mais irônico e, se é que isso é possível, ainda mais divertido.

Dessa vez, Deadpool precisa proteger um adolescente com poderes sobrenaturais de um poderoso mutante Cable, estrelado por Josh Brolin, que veio do futuro para matá-lo, e, para isso, monta uma equipe de mutantes, a X-Force.

Apesar de uma petição dos fãs para colocar Quentin Tarantino como diretor da continuação de Deadpool, logo depois da saída de Tim Miller, quem assumiu o comando foi David Leitch, muito conhecido por dirigir Atômica e por ser um dos caras responsáveis pela morte do cachorrinho do John Wick em De Volta ao Jogo. Além de Reynolds, Paul Wernick e Rhett Reese voltam a assinar o roteiro e provam que ainda há muito para ser explorado do personagem e que sua criatividade e acidez são inesgotáveis.

Todo mundo lembra do fiasco que foi a participação do Deadpool em X-Men Origens: Wolverine e mais ainda da vergonha alheia épica que foi Lanterna Verde, então, nada mais justo que a Fox desconfiar e não querer investir no primeiro filme, Deadpool, em 2016. Contra as expectativas, o filme teve um sucesso estrondoso, foi aceito tanto pelos fãs de quadrinhos quanto pelo público geral e, por conta disso, elevou e muito o nível de orçamento para a continuação – verba que foi muito bem aproveitada, devo acrescentar.

Quem viu o primeiro filme e já foi iniciado na arte desse polêmico personagem da Marvel, amado justamente por ser tão sarcástico, verdadeiro e de língua afiada, está preparadíssimo para assistir ao segundo, que retoma os elementos de humor e violência, com muitas e muitas referências aos quadrinhos tanto da Marvel quanto da DC e à cultura pop nerd, e em vários aspectos supera o anterior. Sem ser apelativo, Deadpool 2 mantém a originalidade, qualidade e as contravenções e Ryan Reynolds, mais solto e mais à vontade que nunca, mostra mais uma vez que nasceu para o papel.