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Crítica Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (SEM SPOILERS)

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Diário Ideal

Leia primeiro o post Primeiras impressões, por favor.

A quantidade de lágrimas derramadas – culpo Michael Caine por isso – não diz se um filme é bom ou ruim. Diz apenas sobre o que me afeta. O jeito que meu corpo escolheu reagir – eu não tive nem como ditar as ações dele – ao assistir o fechamento da trilogia de Christopher Nolan, não quer dizer que o filme seja o melhor da história do cinema. Gostar ou não nem é o que deveria ser discutido. A questão é simples: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises, 2012) é uma obra que precisa ser vista nos cinemas e levada a sério, seja você fã de heróis dos quadrinhos ou não. Isso pouco importa.

Apesar da corrupção, da bandidagem, da discussão imortal entre os que têm muito e os que têm pouco, desde o início, com Batman Begins (2005), Nolan se apegou mais ao tema humanidade. E o que ela faz quando cercada. O que ela é capaz de fazer quando não há saída e quando todos estão em um alerta digno de “salve-se quem puder”. No primeiro filme da trilogia, a ideia foi apenas engatilhada. Em Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008) ele brinca com o tema usando a psicopatia do Coringa para dividir o povo do Gotham e espalhar a loucura. O que foi apenas um prelúdio e um gostinho do que estava por vir no terceiro e último filme do Homem-Morcego.

Com Bane (Tom Hardy), o novo vilão do Batman (Christian Bale), Nolan cava ainda mais fundo. Os cidadãos de Gotham são colocados todos à prova. Até Stephen King – que adora sugerir o desespero das pessoas quando acuadas – vai se arrepiar com o tabuleiro estendido nessa terceira trama. Quem leu ou viu O Nevoeiro (The Mist, 2007) vai lembrar das cenas dentro de um supermercado, enquanto uma névoa gigante ocupava a cidade e  trazia promessas de criaturas de outro mundo.

Vamos combinar, é um assunto polêmico. Uma coisa é certa: a gente nunca sabe do que é capaz até que o momento se apresente. A graça é explorar o instinto de sobrevivência do ser humano, a perda da distinção entre o certo e o errado quando o desespero fala mais alto, a facilidade com o que as pessoas são convencidas por mais absurdo que seja o argumento e a capacidade do ser humano de ser comandado com facilidade, por preguiça, por medo ou simplesmente por imaturidade, por não estar preparado. Como já dizia Loki, vilão de Os Vingadores. Às vezes, basta uma pessoa com voz imponente, autonomia de espírito e pronto. O peixe é vendido, estando ele estragado ou não.

Stephen King não foi o primeiro a brincar com as possibilidades envolvendo esse tema, tampouco Nolan. A grande surpresa do diretor da trilogia Batman e de A Origem (Inception, 2010), que podem ser considerados fenômenos de seu tempo, foi o jeito que ele encontrou de contar uma história de anti-heróis e antagonistas em um filme que, supostamente, deveria ser sobre um super-herói.

Resumindo, Christopher Nolan e seu irmão, Jonathan Nolan, são gênios.

4 thoughts on “Crítica Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (SEM SPOILERS)

  1. Vivi do céu, chorei feito uma condenada, quando o Albert entrou em ação então ai chorei de soluçar. Filme muito bom e fechou a trilogia de forma épica.
    Amei e não vejo a hora de ver de novo.

    Beijocas

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