Aquaman cof cof Momoa

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Rei dos mares, Atlante híbrido, mutante, seja lá como você quiser classificar, Aquaman é um dos personagens que eu mais invejo da DC. Pode chamá-lo do que for e achar o cara ridículo com aquela roupinha meio de peixe e tal, mas o cara é um dos malucos mais poderosos já criados seja nos quadrinhos (em qualquer versão que seja) ou no cinema. O maluco respira embaixo d’água e na superfície, tem força sobre-humana, uma puta resistência, nada a velocidades incríveis e ainda tem poderes telepáticos que permitem que ele se “comunique” com animais marinhos. Os peixinhos fazem tudo que ele manda. Em algumas versões do quadrinho, ele ainda voa e se teletransporta com ajuda do poder do tridente lá fodão, ou seja, Aquaman definitivamente não é um personagem ridículo e nós deveríamos dar mais atenção a ele!

A versão do filme foi inspirada nos quadrinhos da DC sob o selo Os Novos 52, quando teve todo um relançamento da linha de super-heróis, em 2011, e quem assinou os roteiros foi Geoff Johns e os desenhos, Ivan Reis. Na adaptação do filme, Aquaman é apresentado como filho de Tom, um faroleiro, e da rainha de Atlântida, Atlanna, portanto um híbrido, com superpoderes, que abdica do trono e prefere viver sua vida entre os humanos, como herói. No entanto, depois que seu meio-irmão, rei de Atlântida, ameaça entrar em guerra com os humanos na superfície, Momoa, digo, Aquaman se vê obrigado a entrar nessa luta a fim de impedir uma calamidade.

Quem viu Liga da Justiça (e não adianta torcer o nariz, nem foi tão ruim assim, vai!) se lembra de que Aquaman não é muito talentoso quando o assunto é trabalho em grupo e assim ele permanece. A diferença é que agora ele tem que fazer parceria com uma ruiva deslumbrante a fim de derrotar seu meio-irmão invejoso, o que, vamos combinar, torna tudo muito mais fácil. Do início ao fim, acompanhamos a clássica jornada do herói que descobre não estar ainda preparado para a luta final e precisa, além de entrar em contato com seu passado e seus antigos ensinamentos, partir numa aventura em busca de artefatos, armas e elementos a fim de enfrentar o inimigo.

Mas a perguntar que não quer calar. É melhor que os outros filmes da DC? Eles finalmente acertaram?

Sim. O tom definitivamente mudou, caminhando mais para aventuras de outros tempos como Tudo por uma Esmeralda ou A joia do Nilo. Ainda não é o que esperamos de uma produção épica como os filmes da Marvel, mas, ainda assim, não há como negar que houve uma melhora – e maturidade, devo acrescentar – considerável em relação aos filmes anteriores. Jason Momoa, certamente, faz a grande diferença e, talvez, sem ele eu não tivesse o mesmo carinho pelo filme, da mesma forma que acabo gostando muito dos filmes “porcarias” protagonizados por Dwayne Johnson “The Rock”, mas até a narrativa está mais bem construída, com personagens bem desenvolvidos, e o arco se fecha bonitinho como o esperado, ainda que sem muitas surpresas.

Para quem está com expectativa baixa talvez se surpreenda com Aquaman (2018). Admito que ver o filme do IMAX, no UCI Cinemas, tenha sua vantagem e a enorme tela talvez tenha liberado uma dose um tanto alta de dopamina em minha alma e a emoção esteja me atingindo mais que a lógica enquanto escrevo esta resenha, mas uma coisa eu posso te garantir: você vai sair do cinema muito mais fã do personagem Aquaman do que você sequer imaginou ser possível um dia!

#Fui