Uma palavra de cada vez. É difícil. Às vezes parece até impossível, mas é só insistir.
Uma palavra de cada vez. Foi o que acabei de imprimir e pregar bem na minha frente. Para eu não esquecer.
My mojo.
vivimaurey - brilha brilha estrelinha 3 hours ago
Essa foi a minha coluna de despedida do blog da Galera Record:
Sabe quando você come um doce de banana com açúcar e canela e sente que nada pode ser melhor do que aquilo? Aí, quando você menos espera, alguém te surpreende e coloca uma bola de sorvete de creme no doce, e finalmente você chora de felicidade.
Então, é mais ou menos assim que eu me senti durante meus dias de trabalho na editora Galera Record.
Todo dia eram mais de 300 e-mails, promoções para criar, notícias para postar, redes sociais para acompanhar, mas era tudo lindo e surpreendente! E a melhor coisa que você pode querer num emprego é ter um chefe que reconhece seu trabalho. Desse jeito você não apenas veste a camisa, você troca de pele pra sempre.
A Record é amor e vai me acompanhar a caminho da eternidade. Drama drama drama. Eu sei. Mas se você tivesse trabalhado com as pessoas que eu trabalhei na editora e tido a experiência que eu tive, com certeza não acharia um exagero o meu texto, rs.
Isso tudo é para dizer que foi com esse amor todo — e com a ajuda da Ana Lima, que SEMPRE me apoiou — que criei/criamos o Papos de Sexta aqui no blog. O projeto cresceu, deu super certo, e todas as minhas expectativas foram atendidas. As colunistas estão de parabéns e os leitores do blog também, é claro!
E a coluna tá meio mela cueca hoje, sobretudo porque essa é a minha última coluna, pelo menos por enquanto, rs. Estou agora trabalhando numa outra editora e como manda a política de boas maneiras, melhor não misturar as coisas.
Tenho certeza que a galera da Galera vai conseguir alguém bem mais legal do que eu para escrever aqui todas as ultimas sextas-feiras do mês, afinal, minhas colunas sempre são extensas, monótonas e bobocas.
Não vai ser um trabalho difícil!
Espero que tenham gostado de pelo menos algumas coisas que escrevi — tomara que ninguém me considere maluca por acreditar em hipnose e no apocalipse zumbi — e que eu não os tenha feito sofrer muito com meus ataques dramáticos. O tempo é precioso, sei bem disso, mas às vezes é bom ler umas besteiras, não é verdade?
Vou sentir muita falta de vocês, mas continuarei acompanhando o blog da janela do quarto, rs, os textos das minhas colegas colunistas e comentando, é claro, sempre que possível!
Beijos para quem fica e até a próxima!
Amo vocês tudo!
Vivi
Alan Barcelos, Raphaela Ximenes e Vivi Maurey, sob produção de Christiano Rubin e edição de Eduardo Baldez, se juntaram no episódio 03 do videocast épico para conversar sobre Evil Dead, o clássico do terror criado por Sam Raimi e Bruce Campbell.
Assistam, digam pra gente o que vocês acharam, deem pitacos, curtam, compartilhem, acompanhem essa aventura épica pelo terror.
Vejam no site do Nível Épico!
Alan Barcelos, Bruno Pacheco, Rafael Monteiro, Raphaela Ximenes e Vivi Maurey, sob produção de Christiano Rubin e edição de Eduardo Baldez, se juntaram para conversar sobre o universo épico de um dos cineastas mais sensacionais da atualidade.
Assistam, digam pra gente o que vocês acharam, deem pitacos, curtam, compartilhem, acompanhem mais essa aventura épica.
Veja o post no site do Nível Épico!
- Meu pai me deixou um pingente, mas eu não sei o que significa.
- Ele não disse?
- Não.
- O que você vai fazer?
- Acho que só me resta tentar descobrir.
- Como é o pingente?
- É uma pedra.
- Eu te ajudo.
- Não precisa, Dom. Eu faço isso.
- …
- Você quer que eu apague as luzes?
- Me dá um beijo antes…
- Já disse que te amo hoje?
- Só um milhão de vezes – disse ele, rindo. – Mas é sempre o “te amo” de boa-noite que eu mais gosto. Vem. Apaga as luzes e vem me deixar maluco.
***
Esse foi um exercício de diálogo que criei agora. Não foi para o curso do Ondjaki, mas foi baseado no exercício em aula ontem. Meu deu vontade de treinar um diálogo óbvio, entre duas pessoas, e que não precisasse do uso dos “disses”.
O diálogo curto que fiz ontem no curso foi esse (sim, tava me sentindo meio brega ontem, rs):
- Pegue algo morto e sopre vida dentro. É tão difícil assim?
- Se eu soubesse como, talvez fosse mais fácil. Como vou saber por onde começar?
- Fácil. Comece por você mesma.
O segundo diálogo curto que fiz:
- Por que você acha melhor carregar tanta memória assim?
- A gente aprende com elas, ora. Se eu não lembrar do que fiz como vou seguir em frente?
- Sabe quando você lota uma mala e ela fica tão pesada ao ponto de você não querer mais carregá-la? Então. Quanto menos você carrega, mais longe chega. Nunca pensou nisso?
O cemitério causava uma sensação de conforto em Ariana. Estava feliz. Tinha chegado ao momento que tanto esperava. Diante de um sol tímido e um vento acolhedor, a tarde prometia ser bem agradável. Ariana sorriu e entrou no cemitério. Cada túmulo, cada pedaço de pedra, estátua ou monumento era a história de uma pessoa morta. Ela também queria ter sua própria história estampada em alguma lápide. Enquanto caminhava pelos túmulos próximos à entrada, Ariana recolhia flores coloridas, arranjos e ramalhetes impecáveis, deixados ali por entes queridos que não compreendiam a morte. Jamais compreenderiam.
A visão da lápide do marido congelou o corpo de Ariana por alguns segundos. Era alto, típico de gente rica, cheio de frescuras em volta. A pedra estava negra e gasta. Havia sujeira por todos os lados, e nenhuma flor. Nenhuma mensagem de ternura. Sem hesitar, Ariana escalou a pedra do túmulo, abriu os braços, olhando para cima, e dançou. Jogou os cabelos para os lados, enquanto se movia de um jeito sensual, sem se incomodar com os fios fazendo cócegas no nariz. Sorria o tempo todo. O cheiro das flores, que repousavam em uma de suas mãos, invadia sua mente como um entorpecente. Êxtase.
Com o canto dos olhos, entreabertos e delirantes, Ariana viu três vultos se aproximarem rapidamente. Eram sombras. Lembranças do que um dia haviam sido. Três almas. Três sonhos interrompidos. Distraída pela chegada inesperada dos vultos, Ariana pisou em falso e caiu do túmulo do falecido marido. Aterrissou de cabeça no chão de terra e grama seca e ouviu um estalo forte ecoar na cabeça. Não podia se mexer. Havia quebrado o pescoço. As flores, que tinham se espalhado com a queda, enfeitavam seu corpo caído. Na mesma posição em que se encontrava, ficou. As lágrimas corriam pelo rosto e caiam no precipício além do queixo. Estava morrendo.
Os três vultos pararam diante de Ariana, olharam com atenção para o seu corpo quebrado e começaram a gargalhar.
O som lembrava vidro quebrado. Milhares deles quebrando incessantemente. Ariana sentiu arrepios. Desejou estar longe dali. Desejou nunca ter vindo ao cemitério. Além de tudo, desejou continuar viva. Tinha mudado de ideia. Não queria mais morrer. À porta do cemitério, Ariana acordou de um transe. Tinha imaginado aquilo tudo. Ainda estava viva. Estava bem. Aliviada, levou uma das mãos ao pescoço e massageou a nuca. Tinha ido ao cemitério com um único propósito. Mas mudara de ideia.
Olhou para a outra mão e viu flores negras, amassadas e sem vida. Soltou-as imediatamente no chão, assustada com o que via.
Virou-se em direção à rua e correu.
Atrás do túmulo do marido de Ariana, surgiram três vultos escuros; sombras sem nitidez. Eles gargalhavam. O som de vidro se quebrando ecoava por todo o cemitério.
***
Esse é mais um exercício que fiz para o curso de contos com o Ondjaki. =) Devo ressaltar, mais uma vez, que é apenas um exercício e não pode ser considerado (ainda) um conto curto.
Algumas partes do conto foram ideias em conjunto dos alunos. Era um exercício que cada um continuava a história do outro. Para dever de casa tivemos que escolher dois elementos ou três da história a fim de escrever o conto.
Ps. E pensar que eu nunca mais consegui falar, escrever ou sequer pensar na palavra cemitério sem que me viesse à cabeça a letra da música de Ramones: “I don’t want to be buried in a pet cemetery…”
Desesperado para sair, ele socou o teto do caixão. Não se importou com o filete de sangue que desceu pela mão e pingou em seu rosto. Muito menos com a dor latejante que se alastrou pelos ossos e músculos. A dor era suportável. O medo de não conseguir sair dali, não. A tampa de madeira fez um ruído grave, mas não se mexeu. Poeira e terra invadiram os olhos úmidos de Joe. Apesar do incômodo, fechar os olhos não fazia diferença nenhuma para o momento. A escuridão não o permitia enxergar nada.
Tinha sido enterrado vivo. A quantos metros da superfície não sabia. Mas o caixão era de madeira, e a tampa havia sido apenas pregada. Parecia até que os homens de máscara de gás tinham feito escolhas propositais para que ele tivesse uma chance de escapar. E escaparia. Joe queria muito acreditar nisso. Quebrou a mão direita na primeira tentativa, mas ainda tinha a esquerda e as duas pernas para buscar sua liberdade. Havia esperanças. Não podia desistir.
As lágrimas caíam. Desciam pelo seu rosto sem esforço. Não houve careta nem contração de músculos da testa. Elas apenas desmoronavam. A imagem de Isa surgiu na mente de Joe e ele se lembrou de como aquele sorriso mexia com ele. Mexia com muitos. Teria ela valido a pena? Talvez sim. Ainda não tinha sentido dor o suficiente.
A mão esquerda de Joe estalou junto com a madeira no momento em que ele socou a tampa do caixão. Dessa vez, tinha investido o golpe com mais força. A mente rodopiou e a dor latejante embriagou seus pensamentos por alguns minutos. Achou que ia desmaiar. Respirou fundo e tossiu. A dor da mão aumentou e a costela gritou. Joe se lembrou da lição que os caras de máscara de gás tinham lhe dado antes de enterrá-lo vivo.
Joe quis vingança. Queria causar a mesma dor, medo e desespero aos responsáveis por essa tortura. Queria fazê-los sofrer de todas as formas que ele pudesse imaginar no momento. Mesmo que não conseguisse pensar em muitas, agora. O cansaço era tanto que até para criar cenas de tormento na cabeça era difícil. Pensaria em como iria matá-los depois. Assim que conseguisse sair dali.
Com a parte interna da mão, Joe tentou empurrar a tampa do caixão, colocando a força nos pulsos e nos braços, para evitar uma dor maior. Em seguida, levantou as pernas e apoiou os pés para cima. Ao mesmo tempo, investiu com toda a força que lhe restava contra a tampa do caixão e, finalmente, ela se moveu. A terra penetrou por entre as brechas da tampa, mas ela ainda não tinha se soltado de vez. Joe cuspiu areia e sangue, e virou o rosto para se proteger, enquanto reunia forças para uma última tentativa. Pelo menos achava que seria a última. Ia desmaiar a qualquer momento.
A memória de Isa invadiu outra vez seus pensamentos e Joe pensou em desistir. Quis fechar os olhos, dormir para sempre. Talvez já estivesse morto e não sabia. E, se conseguisse escapar, para onde iria? De que adiantaria? Isa já poderia estar morta a essa hora.
Ou teria sido poupada?
Joe fechou os olhos, lambendo os beiços sujos de terra e sangue, e tossiu outra vez. Ele não devia nada a ela, mas talvez pudesse vê-la uma última vez antes de morrer.
E, com o som da risada de Isa ecoando em sua mente, Joe fez sua última tentativa.
***
Acabou o curso de contos que fiz com o Ondjaki e resolvi postar alguns deveres de casa, exercícios feitos em sala, constrangimentos, como o autor Ondjaki mesmo chama. =) Adorei cada aula e aprendi bastante.
Ps. O texto acima é apenas um exercício, feito em poucos minutos e sob pressão. Não creio que possa ser considerado um conto curto.
Recomendo o curso que fiz no Polo de Pensamento. Abre a mente. Instiga o espontâneo. Ajudou-me a ser mais objetiva. Claro que ainda falta muito aprendizado pela frente, mas me sinto (um pouco) mais preparada para o próximo livro.
*feliz*
Tá, eu tô gritando.
Eu sei.
Not very cool.
Mas vai tentar falar baixo com uma notícia dessas! Eu chego do curso de contos que tô fazendo na PoP (conversa para outro post) e aí me chega uma mention no twitter do @marcelgom (Marcelo Amaral) dizendo “Parabéns!”.
“Filho da mãe”, pensei. “Trocou o dia do meu aniversário”. Quando eu vejo: tô na lista da Editora Llyr dos contos de Lendas Urbanas que vai ser publicado na versão impressa E EM E-BOOK!
EU VOU TER UM CONTO IMPRESSO! PUBLICADO! EU! NÃO ACREDITO!
E VOU PODER LER MEU PRÓPRIO CONTO NO KOBO! <3
Ok… momento weird demais para ser divulgado publicamente.
Como diria o @gordirro: get a grip, woman!
Gente, eu tô muito feliz.
Vejam a lista completa aqui.
*dancinha da vitória*
A promoção ainda está rolando! É só escrever uma resenha do livro Fábrica de diplomas, do Felipe Pena, e aguardar o resultado! Confira os prêmios e participe!
ATENÇÃO: A promoção é válida até o dia 30/06/2013. Caso não seja validada até a data com o número mínimo de participantes, a promoção será cancelada.
Promoção Melhor Resenha
1º lugar: R$ 500,00
2º lugar: R$ 300,00
3º lugar: R$ 200,00
Do 1º ao 10º lugar: participação no júri da próxima coletânea organizada pelo autor Felipe Pena.
(Saiba mais sobre o autor)
REGULAMENTO:
Objetivos gerais:
Além de divulgar a obra, a promoção pretende identificar os 10 melhores blogueiros especializados em resenhas literárias para a formação de um júri que participará da escolha dos autores para a próxima coletânea organizada pelo autor.
Quem pode participar:
Titulares de blogs literários
Como se inscrever no concurso:
Os candidatos devem enviar um e-mail para a coordenadora da promoção vivi@vivimaurey.com.br com nome completo, nº de RG, endereço do blog e uma cópia escaneada da nota de compra do livro Fábrica de diplomas, do autor Felipe Pena, com data entre 30/5/2012 e 30/06/2013.
O que fazer:
Uma resenha de 2000 a 5000 caracteres sobre o livro FÁBRICA DE DIPLOMAS (Ed. Record, 2011). A resenha deverá ser publicada no blog do candidato e enviada para o e-mail: vivi@vivimaurey.com.br.
Jurados:
O júri será composto por Vivi Maurey, pelo autor Felipe Pena e pela jornalista Karla Albuquerque.
Critérios de seleção:
O júri levará em conta o conhecimento sobre o livro, o detalhamento do enredo (sem a revelação do final), o uso correto das normas gramaticais e a capacidade de argumentação sobre a narrativa.
Participação:
Participação mínima de 50 blogueiros para validar a promoção
Resultado final:
O resultado será anunciado até 15 dias após o término da promoção a ser divulgado.
Sobre o pagamento:
O prêmio é em dinheiro e será depositado em conta corrente em até cinco dias úteis após o anúncio dos vencedores
Casos omissos e recursos:
Todos os casos omissos neste regulamento serão arbitrados pelos organizadores. Não cabe recurso ao resultado final da promoção.
ATENÇÃO: Qualquer modificação no regulamento da promoção poderá ser feita sem aviso prévio aos participantes.
Boa sorte!
Talvez eu até esteja me precipitando e seja apedrejada por isso, mas quem foi Lincoln nunca importou para o filme de Spielberg. Não do jeito que as pessoas esperam, pelo menos. O que a gente descobre, com o roteiro tecnicamente impecável de Tony Kushner, é como o décimo sexto presidente dos Estados Unidos se sentia a respeito da guerra civil e do fim da escravidão. Um pouco antes de ser assassinado.
Os questionamentos em relação ao seu poder são tão “protagonistas” quanto os de “questões raciais”, como eles colocam. Assim como o mundo comum, o interesse político da câmara dependia do argumento mais cômodo. Cômodo para a maioria favorecida, é claro. Como sempre foi até os dias de hoje. Quando esses caras se sentem ameaçados, o argumento mais usado é o do “futuro desconhecido”, e o desastre e destruição que provavelmente virão com ele.
O que ficou bem claro é que Lincoln sabia disso. Principalmente quando se pergunta se “o mundo está preparado para o tempo em que eles estão vivendo”. E o improviso que temos que encontrar em nós mesmos para decifrar enigmas e vencer obstáculos não está presente em todos. Cabe a ele, como presidente, exercer sua função e usufruir de seu poder para fazer as coisas acontecerem. Ele sabe que nem todos conseguem aceitar uma realidade que, nesse caso, seria uma visão distinta do comodismo. E, para conseguir o que ele queria, já que o mundo não estava ainda preparado para ouvir o que ele tinha a dizer, Lincoln precisava encontrar outra maneira de convencer as pessoas.
E foi o que ele e os que buscavam a mesma coisa fizeram.
A câmara não acreditava na igualdade entre as pessoas, mas aceitou a igualdade perante a lei. Bang. Genius.
Apesar de ser de uma forma bem menos radical, esse tipo de ensinamento me faz lembrar que há momentos que a gente precisa dizer o que os outros querem ouvir. Não deixar nunca de dizer o que a gente precisa, mas de um jeito sensato, equilibrado, pesando variáveis e aceitando opiniões alheias, independente do quão radicais elas sejam. Porque nem sempre as pessoas estão preparadas para ouvir sua ideia. Não importa o quanto ela seja libertadora, bonita e evoluída. Cof cof. Fica a dica, viu?! Rs.
Mas um dia as pessoas aprendem a ouvir. E nós também.
O filme, apesar de lento, no início, com diálogos rebuscados e compridos, vale pela atuação de Daniel Day-Lewis. Pode ser óbvio, mas eu não podia deixar de comentar o grande comprometimento que o ator tem com seus personagens. É lindo. Ele faz arte como ninguém. Não basta decorar falas, usar uma maquiagem que te deixa igual ao cara que você interpreta, e ele transparece isso sem esforço.
Agora chega.
Como disse Lincoln: “uma vez que eu começo fico muito preguiçoso para parar”